O BIODESIGN NA INOVAÇÃO PARA MODA SUSTENTÁVEL

O Biodesign para Moda Sustentável é uma tendência crescente na indústria da moda e vestuário que a Divaholic vem antecipando aqui. Apesar de relativamente novo na lista das inovações favoritas da Moda, atualmente o Biodesign vem sendo explorado frequentemente. Tal movimento possibilita um novo segmento de Biomoda, sobretudo quando consideramos grandes marcas, projetos experimentais desenvolvidos por centros de inovação e universidades, e, principalmente, designers e pesquisadores independentes. Vale a pena ficar por dentro desde já!
 

Biodesign para Moda Sustentável Imagem: Puma e MIT Design Lab.
 

Biodesign para Moda Sustentável “is the new black”.

Embora possamos listar uma série de benefícios, vale destacar que o ovimento da Biomoda é movido por um objetivo maior em comum: inovação para redução do impacto ambiental. Nesse sentido, o Biodesign para Moda Sustentável aplica conhecimentos de biologia para criar novas matérias-primas, tecnologias e processos sustentáveis. Os testes e experimentações buscam a evolução do que já se conhece, bem como antecipar o que ainda não foi descoberto. Entre as inúmeras novidades, tecnologias disruptivas como a Synbio (abreviação de biologia sintética) chegam para transformar o cenário. Dessa forma assistimos a potencialização de um mercado cuja demanda deve crescer exponencialmente nos próximos anos. E que conseqüentemente criará oportunidades para empresas de todos os portes, startups e profissionais.
 

Biodesign para Moda Sustentável Imagem: Biomateriais, Aivan.
 

Believe the hype.

Do design de embalagens ao design de produtos, a utilização e manipulação de microrganismos traz inúmeros benefícios. De fato, a possibilidade de cultivar organismos vivos e multiplicá-los sem a necessidade de muitos recursos é um caminho inteligente para criar produtos mais sustentáveis e livres de materiais tóxicos. Nesse sentido podemos elencar uma série de referências, que vão desde tecidos feitos a partir de fungos até pigmentos derivados de actinobactérias para tingimento têxtil, entre muitos outros.
 
Imagem: MIT Design Lab, Adaptive Packaging
 

Bioevolução constante.

Marcas como a Puma já começaram a investir em Biodesign para Moda Sustentável. Entre as novidades estão os tênis Bioevolution, usam bactérias para se adaptar as particularidades do corpo do atleta. Essa é uma nova dimensão de produto com autofabricação na etapa final. Os microorganismos selecionados se ajustam ao padrão de fluxo de ar dos tênis. O processo acontece naturalmente conforme a intensidade da pisada de quem calça a peça. Sem dúvidas uma solução muito promissora.
 


 

Biodesign para Moda Sustentável e Adidas.

A Adidas igualmente procura estar na vanguarda entre os big players. Seus tênis Futurecraft Biofabric são produzidos com tecido 100% biodegradável desenvolvido por meio de um processo totalmente natural. A fibra utilizada é chamda de Biosteel, fibra de alta performance baseada em biopolímeros de seda sintética. A fibra foi criada pela startup alemã de biotecnologia AMSilk.
 
Biodesign para Moda Sustentável
 

Bolt Threads

A Bolt Threads também é destaque no Biodesign para Moda Sustentável. A empresa combina ciência, engenharia e tecnologia para criar futuro dos tecidos sustentáveis de alto desempenho. Entre eles destacam-se não somente o Mylo couro livre de animais desenvolvido a partir de células de micélio, a raiz dos cogumelos, mas também o Microsilk, tecnologia que usa a Biomimética para reproduzir a seda de aranha.
 

biomiméticaImagem: Microsilk, Bolt Threads
 

Neffa.

A Neffa é uma empresa holandesa que traduz tecnologia e microbiologia em tecidos utilizando o micélio para criar tecidos compostos flexíveis. O método utilizado é capaz de reter a flexibilidade sem usar materiais têxteis tradicionais. O MycoTEX é um material 100% biodegradável feito de micélio puro. Além da Neffa, comandada pela designer Aniela Hoitink, a equipe responsável pela primeira peça vestível a base de micélio contou com pesquisadores líderes da Universidade de Utrecht.
 

 

Biolace.

O projeto Biolace de Carole Collet sugere utilizar a biologia sintética para alterar a produção das plantas de modo que elas trabalhem como uma máquina viva tendo como combustível apenas sol e água. Tudo a partir da biofabricação! Dessa maneira tais plantas podem ser capazes promover um tipo de manufatura têxtil sustentável.
 

 

Korvaa.

O headphone Koorva é uma colaboração científica experimental que explora o design e as funcionalidades de novos materiais de base biológica e de crescimento microbiano. O acessório foi produzido somente com materiais cultivados com micróbios. Fruto do design e engenharia de novos organismos biológicos proporcionados pela biologia sintética.
 

 

Biostudio.

Biostudio é um projeto do designer Breno Abreu que apresenta tecidos estampados com actinobacterias. Cores sólidas para tingimento e estamparia têxtil foram extraídas de bactérias cultivadas e reproduzidas. Com isso o resultado é um produto final sustentável, naturalmente exclusivo e sem impactos negativos ao meio ambiente.
 
Imagem: Biostudio, Breno Abreu.
 

Biogarmentry.

Biogarmentry é um biotecido vivo e fotossintético composto de células vivas que depende de ser exposto ao sol para fazer fotossíntese e remover toxinas prejudiciais do ar ao redor. O processo fotossintético é fundamental para a conservação do têxtil. Essa é uma colaboração entre cientistas e engenheiros de materiais da University of British Colombia. O tecido inovador usa respiração celular que converte dioxido de carbono em oxigênio. Esse é um material natural e totalmente compostável projetado para reduzir impacto da indústria têxtil e da moda no meio ambiente.
 
Biodesign para Moda SustentávelImagem: Biogarmentry
 

Moda Bioluminescente.

Bilhões de fotobaceterias conhecidas como Kishitanni, encontradas no fundo do oceano, foram aplicadas em tecido para criar um vestuário bioluminescente. Inspirada pela natureza e em materiais não tradicionais, a designer Victoria Geaney, juntamente com três estudantes da Universidade de Cambridge, desenvolveram uma coleção de celulose bacteriana. Embora seja puramente conceitual, a coleção explora a ideia de bactérias fluorescentes aplicadas em roupas como uma estampa biológica e brilhante. A fotobactéria pode brilhar por 72 horas após a aplicação, tudo depende do tipo de material, concentração e temperatura. É como produzir um tecido vivo que vive emitindo luz, mas existem leis que impedem que bactérias sejam usadas dessa maneira.
 

 

Estampas em seda com microrganismos.

A designer de materiais Natsai Audrey Chieza quebrou paradigmas ao introduzir bactérias na indústria do design têxtil por meio do seu laboratório de inovação Faber Futures. Ao manipular o meio de crescimento de colônias de bactérias, Chieza conseguiu produzir estampas vibrantes e padronizadas em lenços de seda. O biopigmento de laboratório para tecidos utilizado surgiu ao ser observado que a bactéria Streptomyces coelicolor produz um corante vermelho púrpura.
 

 

This is Grow by Jen Keane.

Biodesign para Moda Sustentável

This is Grown é a técnica de tecelagem microbiana desenvolvida com a manipulação do processo de crescimento da bactéria Komagataeibacter rhaeticus. Durante esse processo as propriedades naturais da celulose bacteriana são otimizadas para tecer um material híbrido, forte e leve, com potencial de desenvolver um molde inteiriço de uma peça sem desperdício. Com intuito de demonstrar essa técnica, um tênis totalmente sem costuras e fios foi produzido apenas com o cultivo das bactérias.
 

Biodesign para todos.

Inegavelmente o Biodesign ganha mais destaque quando enxergamos o brilhante futuro dos materiais para produção de moda sustentável. Portanto, não restam dúvidas de que investir nesse mercado promissor é garantia de sucesso para sua carreira ou empresa. Descubra como você pode iniciar seus estudos aqui.
 

Biodesign para Moda Sustentável

 


 

 

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