Como a moda e o universo dos games estão faturando juntos

O design e consumo de roupas virtuais é uma realidade há anos dentro dos jogos de videogames, para vestir e personalizar avatares. Sem dúvida, uma enorme oportunidade para a moda explorar novas experiências e dimensões no mercado. Logo, o universo da Moda vive um momento épico dentro dos Games. Pois grandes empresas fashion não hesitam em estar cada vez mais presentes nesse ambiente digital mágico e interativo, onde tudo é possível.

 

 

Essa interação entre as duas indústrias é uma forte tendência que vem sendo adotada principalmente para storytelling das marcas. Afim de atrair a atenção das novas gerações que vivem ativamente no ambiente dos jogos eletrônicos: Millennials e Geração Z. De fato um caminho sem volta onde elementos virtuais, realidade virtual e games se tornaram o “must have” para o varejo. Além disso existe a criação de uma moda digital. Pois as peças físicas tem suas versões virtuais que podem ser usadas digitalmente com total liberdade para se expressar. Tanto quanto proporcionar a experiência de ter uma peça que não seria possível ter na vida real e até mesmo adquirir a roupa física que o personagem do jogo está vestindo.

De certo uma maneira sem limites de interagir com a moda, democratiza-la, consumi-la e criar experiências imersivas para os fãs de ambas empresas. Consequentemente atraindo novos consumidores engajados e aumentando o faturamento.

 

 

Sobretudo a colaboração entre as marcas de moda e os jogos geralmente é uma estratégia de comunicação In-game, que compõe o “look and feel” dos personagens promovendo as coleções de moda. Ou seja, as peças das grifes vestem os avatares, criando uma verdadeira vitrine virtual e hiper interativa. A qual mistura a diversão de jogar e a de escolher peças estilosas para vestir dentro dos games.

 
 

Animal Crossing

Por exemplo, a febre do jogo “Animal Crossing: New Horizons” na indústria fashion. Onde os jogadores criam seu próprio mundo em uma ilha e também o design das suas roupas virtuais com texturas, estampas e os modelos que desejarem. Com isso não demorou muito para o jogo viralizar entre os fashionistas e surgirem as versões de looks de grandes nomes da moda como: Dior, Chanel, Louis Vuitton.

 

 

Inclusive a Animal Crossing Fashion Archive em colaboração com as marcas Marc Jacobs, Valentino e MM6 Maison Margiela criou uma seleção de peças das grifes para disponibiliza-las no game através de códigos. Enquanto a Amaro criou seu avatar Mara para inspirar a edição de looks e se inspirar para a nova coleção Cross Collection. Um verdadeiro boom que tem permitido realizar as fantasias dos players ao se vestir. E não para por ai, as possibilidades são tantas que até mesmo um desfile virtual rolou com a curadoria de avatares vestindo looks da Loewe, Prada e GmbH.

 

 

 
 

Tennis Clash e Gucci

Outra recente parceria de peso que nasceu foi entre a Gucci e a brasileira Wildlife Studios, para vestir os personagens do jogo mobile Tennis Clash com peças originais da marca. Como grande entusiasta que é no uso de novas tecnologias, a Gucci se interessou em compor as skins do game com elementos fiéis da marca como formas, cores, texturas, padrões, tecidos, disponibilizando as roupas dos avatares a venda em seu site através do jogo. Esse é mais um caso de como a customização dos jogadores nos games está atingindo um novo patamar em colaboração com o varejo de moda.

 

 

 
 

Fortnite e Nike

Não é de hoje que os games tem se tornado um ambiente atrativo para conteúdo de marca de vestuário. Em 2019 a Nike em parceria com a Epic Games promoveu a coleção Jordan no jogo Fortnite. Com duas roupas exclusivas, a incluir o icônico Air Jordan e o logotipo do Jumpman. Sendo as variantes de cores das peças desbloqueadas a partir de um desafio exclusivo dentro do jogo.

 

 
 

Advergame

Já outra estratégia que também tem sido utilizada pelas empresas de moda e rendido muito dinheiro, é chamada de Advergame. Desse modo as marcas criam seus próprios jogos, como o Arcade 8 Bits da Gucci em que o jogador transita pela história da grife enquanto joga e o Gucci Ace que é inspirado em um tênis. E não para por aí, a marca promete mais jogos para celulares em um futuro próximo. Seguindo a mesma linha retrogaming para marketing, a Louis Vuitton criou o jogo Endless Runner, disponível no próprio site, inspirado no desfile Outono/Inverno 19. Onde o jogador explora as ruas de Nova Iorque, tendo que ultrapassar obstáculos e pegar os monogramas da LV para aumentar a pontuação, podendo convidar amigos para jogar junto.

 

 
 

Jogos da Burberry

Por fim nessa seleção não poderia faltar o novo lançamento da Burberry. O jogo multiplayer de circuito de surf, chamado B-Surf. Lançado para promover a coleção de verão TB Summer Monogram. E o mais incrível é que além de escolher o look lançamento da Burberry que irá vestir o personagem no game, o jogador pode compra-lo no site e ainda ganhar prêmios reais durante o jogo, como a prancha edição limitada de monogramas, o chapéu da marca e prêmios digitais como filtros de realidade aumentada para usar e abusar. Antes a Burberry já havia lançado jogos online de sucesso, o B Bounce em 2019 e o Ratberry no início de 2020.

 

 

 

Em especial para as marcas de moda e varejistas, os jogos digitais se tornaram uma vitrine alternativa para os produtos físicos. Misturando diversão, imersão e oferecendo uma nova experiência de consumo. Bem como uma ferramenta de marketing que também gera dados importantes para as empresas quanto ao perfil dos jogadores e suas preferências, que podem direcionar criações e planejamentos de sucesso. Como pode-se ver essa é mais que uma tendência, e sim uma estratégia de bilhões onde duas das maiores indústrias estão trabalhando junto e convertendo experiências digitais em vendas.

 
 

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